Roedel no Pioneiro de Caxias 14.01.15

http://wp.clicrbs.com.br/caixaforte/2015/01/14/exportacoes-frustram-em-2014/?topo=87,1,1,,,87

Na coluna de Silvana Toazza

Mais um dado para provar que 2014 ficou na lembrança como um ano sofrível. As exportações gaúchas retraíram 25,5% em 2014, somando US$ 18,7 bilhões, divulgou nesta quarta-feira a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O desempenho fraco, como não poderia ser diferente, foi puxado pelo setor industrial, que registrou queda de 29,6%. Foi o pior comportamento desde 2009, período em que predominaram os efeitos da crise financeira internacional.

As fortes retrações vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-29,8%), tabaco (-18,7%), produtos de metal (-16,6%) e produtos químicos (-7,1%). Os destaques positivos foram dos setores de derivados de petróleo (22,2%) e couro e calçados (10,4%).
Pela força do segmento fabril gaúcho (e serrano), o resultado aqui ficou inferior ao do Brasil (-5,7% nas exportações).

Eis os três principais países compradores dos produtos gaúchos, que também reduziram seus pedidos: China, Estados Unidos e Argentina. Aliado à crise, o Brasil tem perdido competitividade.

Enquanto as exportações gaúchas caíram 25,5% e as nacionais decresceram 5,7%, os embarques internacionais recuaram 7,2% em Caxias em 2014. O dado foi compartilhado nesta quarta-feira pelo analista em relações internacionais, Cezar Roedel, em reunião-almoço da CIC.

Em 2014, a cidade fechou contratos além-fronteiras de US$ 858 milhões, contra US$ 925 milhões em 2013.

– Um cenário que torna quase certo é que a indústria tenha fechado o ano com o pior desempenho desde 2009, no auge da crise – confirmou.
Para lembrar: em 2008, Caxias, que ocupa a 62ª posição entre os 1.826 municípios que exportam no país, atingiu seu primeiro bilhão de dólares em volume de exportações, despencando para US$ 632 milhões em 2009, uma queda de 40%.
A performance do bilhão voltou a se repetir em 2011 e 2012.

– O bilhão tornou-se o termômetro da saúde da economia de Caxias do Sul – avaliou o palestrante.

A saber: 48% da pauta das exportações caxienses se concentram na América do Sul, o que justifica o desempenho negativo. A Argentina, terceiro principal destino, vive uma crise e retraiu os pedidos à indústria automobilística. Os Estados Unidos têm potencial para preencher esse vácuo.

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